
Evan Megaro Quarteto interpreta Wilson Baptista
Lançamento de álbum
Sexta, 01/05/2026
- Abertura da casa: 19:00
- Primeiro Set: 21:00
- Segundo Set: 22:30
- Área Interna: R$ 40,00
- Área Externa: R$ 20,00
IMPORTANTE: 1) As vendas antecipadas se encerram no horário de início do show ou com a lotação completa da área interna. Após, somente na porta. 2) Ingressos não validados em até 30 minutos após o início do show serão considerados como não comparecimento, e a mesa será liberada para a lista de espera. Por favor, não se atrase! 3) Temos um parklet (varanda urbana) na área externa onde não vendemos ingressos antecipadamente. É só chegar!
O Evan Megaro Quartet lançou o álbum “Interpreta Wilson Baptista” no final de 2025, uma verdadeira homenagem ao compositor carioca de samba Wilson Baptista e à sua música eclética. Gravado no estúdio Bemol e produzido por Ricardo Cheib, o quarteto — formado por Serginho Danilo, Pablo Souza e André Queiroz — criou um álbum de “samba jazz” (entre outros ritmos) repleto de harmonia, improvisação e interpretação espontânea. Vamos celebrar essa homenagem a um dos compositores mais prolíficos do Brasil no Clube de Jazz do Café neste Dia do Trabalhador, com uma apresentação ao vivo do álbum, participações especiais de vocalistas e uma amostra do retrato do compositor feita pela artista de Belo Horizonte, Samantha Ottoni (que se tornou a capa do álbum).
Wilson Baptista de Oliveira (1913–1968), também conhecido como Wilson Batista, carioca, foi compositor e letrista de samba cuja obra se caracteriza pela grande quantidade (aproximadamente 600 canções) de letras que refletiam tanto sua própria vida boêmia e amorosa quanto personagens e cenários inventados, além de um riquíssimo conteúdo harmônico e melódico (predominantemente em tonalidades maiores).
Nascido em Campos dos Goytacazes, Wilson chegou à capital carioca na década de 1920 e integrou o grupo de músicos de samba (“Quartel-General do Samba”) que se reunia no Café Nice (ponto de encontro no centro do Rio de Janeiro nas décadas de 1920 e 1930), estabelecendo parcerias com diversos compositores, letristas e cantores da época, sempre inovando em seu conteúdo. (Ele foi um dos primeiros compositores, por exemplo, a utilizar a voz feminina em primeira pessoa nas letras.)
Uma rivalidade surgiu por volta de 1934 entre Wilson e o compositor Noel Rosa, seu contemporâneo, manifestando-se nas letras dos sambas compostos pelos dois (como “Mocinho da Vila” e “Rapaz Folgado”, respectivamente), nas quais cada um provocava o outro sobre suas próprias vidas sociais, amorosas e musicais.
Ouvimos também o lado sensível de Wilson em suas paixões românticas transformadas em sambas como “Cadê a Jane”, “Dolores Sierra” e “Gênio Mau” (em que ele interpreta a vítima, um jovem mal-humorado enfrentando a desaprovação da sogra).
Amante de futebol, restaurantes e bebidas, o notívago Wilson se estabeleceu tanto na cena social carioca quanto no meio musical, continuando a compor como se o mundo fosse acabar amanhã. Infelizmente, com o tempo, ele foi, de certa forma, ofuscado por outros intérpretes e figuras históricas por diversos motivos, mas sempre foi reconhecido como um talento único e notável na história da música brasileira. A novidade é que hoje a obra de Wilson Baptista vive um renascimento e merece ser ouvida em todas as suas formas! Bora para o Clube de Jazz do Café!
Formação:
- Evan Megaro: piano e arranjos
- Sérgio Danilo: sopros e voz
- Pablo Souza: contrabaixo
- André “Limão” Queiroz: bateria
- PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS:
- Luisa Borges: voz
- Carolina Emilia: voz
- Samantha Ottoni: arte


